12h07min.
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Nos últimos dez meses, foram criados 1,812 milhão de postos com carteira assinada, quebrando o recorde de 2004, de 1,79 milhão
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A geração de empregos formais até outubro de 2007 foi a melhor já registrada no período, segundo dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) divulgados na última semana pelo MTE (Ministério do Trabalho e Emprego). Nos últimos dez meses, foram criados 1,812 milhão de postos com carteira assinada, quebrando o recorde de 2004 (1,79 milhão), com um crescimento de 6,55% em relação ao mesmo período de 2006.
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De acordo com o Caged, somente em outubro foram criadas 205.260 vagas, o que representa um aumento de 0,7% em relação a setembro. O resultado de outubro de 2007 é o melhor da série para o mês.
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Desempenho
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A construção civil criou 21,6 mil postos de trabalho em outubro, o que representa 1,42% a mais em relação a setembro. O setor de serviços teve um aumento de 0,58%, o maior registrado, com a criação de 67,7 mil vagas. A indústria de transformação, com destaque para têxtil e vestuários, criou 60 mil colocações e cresceu 0,86%, o melhor resultado desde 2002 para o mês de outubro. Já no comércio, foram 63,7 mil vagas, o que representa aumento de 1%.
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Segundo o Caged, a expansão do emprego foi verificada em todas as regiões do país, com maior destaque para os estados do Sul (alta de 0,92%), Nordeste (0,78%) e Norte (0,77%).
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Acumulado no ano
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Nos últimos dez meses, a construção civil teve resultado recorde com a criação de 194,8 mil postos (14,42% a mais que o mesmo período em 2006) e na indústria da transformação foram 540 mil vagas (8,34% a mais). Já o setor de serviços foi o que mais contratou: 565,4 mil novos postos (aumento de 5,10% em relação ao mesmo período no ano passado) e o comércio foi responsável pela admissão de 275 mil trabalhadores (um crescimento de 4,46%).
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Expectativa
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Embora dezembro seja tradicionalmente um mês de baixas do mercado de trabalho, para o ministro do Trabalho, Carlos Lupi, o desempenho do comércio indica que o Natal de 2007 será o melhor da história.
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“Ouso dizer que o comércio brasileiro vai ter o melhor Natal da história. Não é palpite. Todos os dados indicam um crescimento consistente”, afirmou o ministro, lembrando que o Brasil está em um momento favorável, com todos os setores em crescimento contínuo.
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A expectativa do Ministério do Trabalho é de que a geração de empregos formais até o final deste ano fique entre 1,6 milhão e 1,65 milhão neste ano, o que supera um pouco a previsão inicial de 1,55 milhão de postos e deve bater um novo recorde, ficando acima do anterior registrado em 2004, quando foram criadas 1,523 milhão de novas vagas.
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Alta beneficia mais experientes
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O aumento de vagas com carteira assinada registrado em 2007, apesar de ocorrer em todas as faixas etárias, teve uma maior expansão na faixa etária mais elevada, com profissionais que já estão há mais tempo no mercado de trabalho.
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Os dados da Rais (Relação Anual de Informações Sociais) 2006, também divulgados na última semana pelo ministro do MTE, Carlos Lupi, demonstram que a maior geração de empregos entre 2005 e 2006 ocorreu na faixa etária de 30 a 39 anos, que absorveu 482,7 mil novos postos de emprego. Em seguida, figuram a faixa etária de 25 a 29 anos (436,5 mil empregos) e a de 40 a 49 anos (433,4 mil postos). Em termos relativos, no entanto, a maior ampliação ocorreu entre os trabalhadores de 50 a 64 anos, com mais 371 mil novas vagas, o que representou uma expansão de 9,77% neste segmento.
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Desemprego em outubro teve o menor índice do períodoA taxa de desemprego em outubro foi de 8,7% para seis regiões metropolitanas pesquisadas pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), o melhor resultado para o período desde 2002.
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Embora sem ter uma variação estatisticamente significativa em relação a taxa de setembro, que ficou em 9%, o resultado de outubro representa também a terceira menor taxa da nova série da Pesquisa Mensal de Emprego do IBGE, iniciada em março 2002. Já em relação a outubro do ano passado (9,8%), houve queda de 1,1 ponto percentual.
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Segundo o ministro do Trabalho, Carlos Lupi, essa queda no número de desempregos não é apenas um reflexo das contratações temporárias para o final do ano, mas fruto do momento econômico que o país vive, também reforçado por inúmeras contratações, por exemplo, na construção civil.
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O número de pessoas ocupadas (empregadas) subiu 0,2% de setembro para outubro, totalizando 21,3 milhões. Na comparação com outubro do ano passado, o aumento foi de 3,1%, ou cerca de 639 mil postos de trabalho. Já o número de desocupados caiu 3,4% de setembro para outubro (cerca de 72 mil pessoas) para 2,024 milhões de pessoas.
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Ocupado x desocupado
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O instituto considera desocupado quem não estava trabalhando no período da consulta, mas procurou trabalho nos 30 dias que antecederam a pesquisa.
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A população inativa, não classificada pela pesquisa como ocupada nem como desocupada, foi estimada em 17,3 milhões de pessoas em outubro. Os inativos são aqueles que não estavam trabalhando quando a pesquisa foi apurada, nem procuraram por trabalho.
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Rendimento médio
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Em outubro, o rendimento médio real dos trabalhadores atingiu R$ 1.123,60, uma alta de 0,5% frente a setembro. Na comparação com outubro do ano passado, o aumento foi de 1,2%, informou o IBGE.
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Fonte:
Um comentário:
Formidável...
As informações contidas na matéria é de excelente contribuição para aqueles que acompanham o Mundo do Trabalho no Brasil.
Parabéns,
José Antonio
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