18h22min.
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Em reunião realizada na sede nacional da CTB, na cidade de São Paulo, na sexta-feira (18), representantes da Força Sindical, UGT, CGTB e NCST decidiram promover um ato em frente à sede paulista do Banco Central (BC) no dia 23 de julho. A CUT não enviou representante, mas será contatada e provavelmente participará do ato.
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Por Osvaldo Bertolino, para o Portal da CTB
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Por Osvaldo Bertolino, para o Portal da CTB
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A data foi escolhida por ser o dia em que o Comitê de Política Monetária (Copom) anunciará a decisão de sua reunião para definir a taxa básica de juros, a Selic. O ato será na Avenida Paulista, 1.804, às 11 horas.
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Há uma convicção no pensamento político e econômico brasileiro avançado de que o Brasil vive uma rara oportunidade de adentrar em um ciclo de desenvolvimento duradouro, com ritmos e índices compatíveis com seu porte e necessidades. Esse mesmo pensamento faz o alerta de que esta oportunidade está sendo sufocada pela vigência de uma política macroeconômica que, ao fixar juros estratosféricos, superávits fiscais elevados e uma política cambial nociva às exportações, obstaculiza o desenvolvimento duradouro.
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A principal ferramenta desta tendência conservadora é a manipulação da taxa básica de juros, a Selic, pelo BC, que ameaça manter o país preso ao velho círculo vicioso de crescimento, contração e estagnação. Este alerta é emitido de toda parte — exceto dos banqueiros, dos especuladores nacionais e estrangeiros, que multiplicam a cada ano seus ganhos fabulosos. Os juros altos afetam a demanda por produtos, a capacidade de financiamento da indústria e a decisão de investimento.
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Mesmo diante desse vigoroso coro nacional pelo desenvolvimento, o "mercado" já pré-anuncia, por meio da mídia, que o Copom vai, uma vez mais, aumentar a taxa de juros. A justificativa do "mercado" e do Copom para tais aumentos já deixou de ser, de tão surrada, argumento para se tornar uma ladainha. A cada reunião da "autoridade monetária", ela eleva os juros "devido o aumento dos preços", aos riscos de não se cumprir as metas de inflação.
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A chantagem do Copom
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De nada tem adiantado a opinião de inúmeros economistas que demonstram cabalmente que os juros altos servem para combater a "inflação de demanda" (causada pela falta de produtos no mercado ou pelo excesso na capacidade de compra da população). Como se sabe, é evidente que no Brasil atual nem há falta de produtos, tampouco a população anda com os bolsos cheios para provocar uma febre de consumo. Segundo diferentes estudos, a pressão inflacionária não é de demanda, e sim causada por diferentes outros fatores — principalmente de natureza externa, como a alta dos alimentos e do petróleo, além da queda dólar.
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O Copom chantageia com o risco nunca tecnicamente descartado de volta da inflação. Explora o imaginário de um povo traumatizado pela carestia. "Fabrica" uma dicotomia entre expansão econômica e estabilidade. Mas tal discurso vai revelando sua inconsistência. As metas de inflação, ditas por vozes gabaritadas como exageradas, vão se apresentando como uma cortina de fumaça. A questão é: o Copom está de olho nas metas de inflação ou com corpo inteiro atado "às metas da banca, ao apetite insaciável dos especuladores?"
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Trabalhadores não podem se calar
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Na prática, essa política de juros altos serve apenas aos interesses de uma minoria — os 20 mil clãs de famílias que especulam com os títulos da dívida, segundo revelou, em 2005, um estudo do economista Marcio Pochmann. Nos últimos 20 anos, afirma, "houve a transferência acumulada de R$ 1,2 trilhão ao ciclo da financeirização por intermédio do pagamento de juros aos ricos que detêm a posse dos títulos públicos", diz ele. “As decisões do Copom são tomadas por apenas oito pessoas, nenhuma delas detentora de mandato conferido pelo povo”, afirma Wagner Gomes, presidente da CTB.
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O Copom foi fundado no governo Fernando Henrique Cardoso (FHC), em junho de 1996. Desde então tem se mantido como reduto do fundamentalismo monetarista, prejudicando o desenvolvimento nacional em nome de um suposto rigor no combate à inflação. “O governo Lula não mudou esta orientação: a diferença é que agora o monetarismo exacerbado do BC choca-se diretamente com a ala do governo que deseja acelerar o crescimento”, explica Wagner Gomes. “Os trabalhadores são os mais penalizados e não podem se calar diante desta realidade”, diz. "É importante um esforço em todo o país para fazer grandes atos no dia 23", finaliza o presidente da CTB.
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Há uma convicção no pensamento político e econômico brasileiro avançado de que o Brasil vive uma rara oportunidade de adentrar em um ciclo de desenvolvimento duradouro, com ritmos e índices compatíveis com seu porte e necessidades. Esse mesmo pensamento faz o alerta de que esta oportunidade está sendo sufocada pela vigência de uma política macroeconômica que, ao fixar juros estratosféricos, superávits fiscais elevados e uma política cambial nociva às exportações, obstaculiza o desenvolvimento duradouro.
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A principal ferramenta desta tendência conservadora é a manipulação da taxa básica de juros, a Selic, pelo BC, que ameaça manter o país preso ao velho círculo vicioso de crescimento, contração e estagnação. Este alerta é emitido de toda parte — exceto dos banqueiros, dos especuladores nacionais e estrangeiros, que multiplicam a cada ano seus ganhos fabulosos. Os juros altos afetam a demanda por produtos, a capacidade de financiamento da indústria e a decisão de investimento.
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Mesmo diante desse vigoroso coro nacional pelo desenvolvimento, o "mercado" já pré-anuncia, por meio da mídia, que o Copom vai, uma vez mais, aumentar a taxa de juros. A justificativa do "mercado" e do Copom para tais aumentos já deixou de ser, de tão surrada, argumento para se tornar uma ladainha. A cada reunião da "autoridade monetária", ela eleva os juros "devido o aumento dos preços", aos riscos de não se cumprir as metas de inflação.
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A chantagem do Copom
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De nada tem adiantado a opinião de inúmeros economistas que demonstram cabalmente que os juros altos servem para combater a "inflação de demanda" (causada pela falta de produtos no mercado ou pelo excesso na capacidade de compra da população). Como se sabe, é evidente que no Brasil atual nem há falta de produtos, tampouco a população anda com os bolsos cheios para provocar uma febre de consumo. Segundo diferentes estudos, a pressão inflacionária não é de demanda, e sim causada por diferentes outros fatores — principalmente de natureza externa, como a alta dos alimentos e do petróleo, além da queda dólar.
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O Copom chantageia com o risco nunca tecnicamente descartado de volta da inflação. Explora o imaginário de um povo traumatizado pela carestia. "Fabrica" uma dicotomia entre expansão econômica e estabilidade. Mas tal discurso vai revelando sua inconsistência. As metas de inflação, ditas por vozes gabaritadas como exageradas, vão se apresentando como uma cortina de fumaça. A questão é: o Copom está de olho nas metas de inflação ou com corpo inteiro atado "às metas da banca, ao apetite insaciável dos especuladores?"
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Trabalhadores não podem se calar
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Na prática, essa política de juros altos serve apenas aos interesses de uma minoria — os 20 mil clãs de famílias que especulam com os títulos da dívida, segundo revelou, em 2005, um estudo do economista Marcio Pochmann. Nos últimos 20 anos, afirma, "houve a transferência acumulada de R$ 1,2 trilhão ao ciclo da financeirização por intermédio do pagamento de juros aos ricos que detêm a posse dos títulos públicos", diz ele. “As decisões do Copom são tomadas por apenas oito pessoas, nenhuma delas detentora de mandato conferido pelo povo”, afirma Wagner Gomes, presidente da CTB.
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O Copom foi fundado no governo Fernando Henrique Cardoso (FHC), em junho de 1996. Desde então tem se mantido como reduto do fundamentalismo monetarista, prejudicando o desenvolvimento nacional em nome de um suposto rigor no combate à inflação. “O governo Lula não mudou esta orientação: a diferença é que agora o monetarismo exacerbado do BC choca-se diretamente com a ala do governo que deseja acelerar o crescimento”, explica Wagner Gomes. “Os trabalhadores são os mais penalizados e não podem se calar diante desta realidade”, diz. "É importante um esforço em todo o país para fazer grandes atos no dia 23", finaliza o presidente da CTB.
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