07h15min.
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Luciele Velluto
Do Diário do Grande ABC
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O economista e professor Paul Singer está orgulhoso dos resultados da Senaes (Secretaria Nacional de Economia Solidária). Não sem motivo. Com quatro anos de existência, a Pasta que dirige está fazendo avançar a economia solidária.
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E, afinal, o que é economia solidária? Trata-se do sistema de trabalho das cooperativas, nos quais os próprios trabalhadores administram a empresa em regime democrático.
E, afinal, o que é economia solidária? Trata-se do sistema de trabalho das cooperativas, nos quais os próprios trabalhadores administram a empresa em regime democrático.
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Hoje, o Brasil tem 18 mil cooperativas que reúnem 1,5 milhão de empregados. Há apenas dois anos, eram 15 mil corporações.
Hoje, o Brasil tem 18 mil cooperativas que reúnem 1,5 milhão de empregados. Há apenas dois anos, eram 15 mil corporações.
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O grande desafio do secretário é trazer a maioria destes trabalhadores para a formalidade, dando condições para que deixem programas assistencialistas como o Bolsa-Família.
O grande desafio do secretário é trazer a maioria destes trabalhadores para a formalidade, dando condições para que deixem programas assistencialistas como o Bolsa-Família.
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Para atender à crescente demanda, Singer cobra ampliação de sua equipe.
Para atender à crescente demanda, Singer cobra ampliação de sua equipe.
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No Grande ABC, ele vê um celeiro, afinal a região já apresenta 116 cooperativas com 2.350 trabalhadores.
No Grande ABC, ele vê um celeiro, afinal a região já apresenta 116 cooperativas com 2.350 trabalhadores.
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DIÁRIO – Os últimos dados da Senaes mostram 1,5 milhão de trabalhadores na economia solidária. Qual a meta da secretaria?
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PAUL SINGER – Esse levantamento, que é o Sistema de Informações de Economia Solidária, está sendo feito em todos os Estados do Brasil. Até 2005, que foi o primeiro resultado, foram cadastrados 15 mil empreendimentos que ocupavam 1,250 milhão de pessoas. Hoje, a informação é que já estamos com cerca de 18 mil empreendimentos e 1,5 milhão de trabalhadores. A meta é que se chegue a 21 mil em todo o Brasil ainda este ano. E isto deve nos dar muitos dados para fazer política de economia solidária.
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PAUL SINGER – Esse levantamento, que é o Sistema de Informações de Economia Solidária, está sendo feito em todos os Estados do Brasil. Até 2005, que foi o primeiro resultado, foram cadastrados 15 mil empreendimentos que ocupavam 1,250 milhão de pessoas. Hoje, a informação é que já estamos com cerca de 18 mil empreendimentos e 1,5 milhão de trabalhadores. A meta é que se chegue a 21 mil em todo o Brasil ainda este ano. E isto deve nos dar muitos dados para fazer política de economia solidária.
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DIÁRIO – Qual o desafio para as cooperativas hoje?
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SINGER – Das 15 mil identificadas na primeira vez, somente 11% são cooperativas formais. Como a informalidade é uma condição normal no Brasil, dá para agüentar. Só que é injusto. Eles só podem transacionar com outros informais porque não emitem nota. Estão, se tornam excluídos por uma barreira fiscal do grande mercado que tem dinheiro no Brasil. E os informais são todos pobres e continuaram pobres porque estão isolados dentro de um gueto. Vamos tentar combater isto com a entrada das cooperativas na Lei do Supersimples.
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DIÁRIO – Como está o desenvolvimento das cooperativas sociais (associações que envolvem trabalhadores em desvantagem social, como ex-presidiários, portadores dedeficiências e dependentes químicos)?
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SINGER – São 240 no País. É um número que vai crescer, porque quase não tínhamos essas entidades. Mas a legislação nesse caso tem lacunas muito graves.
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DIÁRIO – A secretaria consegue atender todas as demandas da economia solidária?
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SINGER – Minha posição exige várias atividades políticas, o que não me permite acompanhar a economia solidária como eu queria. São várias as demandas e, muitas vezes, urgentes. Uma grande cooperativa está à beira de fechar e deixar mil trabalhadores na rua. Tenho que largar tudo e correr para ajudar. E o movimento está crescendo, junto com os problemas, mas não consigo ampliar minha equipe. Precisaria ter o dobro para dar suporte, participar mais, fazer uma política de economia solidária realmente com maior qualidade.
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DIÁRIO – Mas como a secretaria equaciona a demanda?
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SINGER – Temos diversas frentes de luta, como gosto de chamar, com acordos de cooperação entre ministérios. Com o Ministério de Desenvolvimento Social, o objetivo é que os beneficiados possam ter condições de abrir mão dos benefícios, especialmente o Bolsa-Família. Queremos que trabalhem e ganhem a própria vida. Mas se forem registrados, perdem o benefício, o que eles não querem e estão certos. Afinal, disto depende a comida de seus filhos.
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DÍÁRIO – A Senaes reúne quantas frentes de trabalho?
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SINGER – Temos dezenas de frentes, com negros, mulheres, indígenas, jovens e assentamentos da reforma agrária. Fico muito feliz com esta situação, mas não temos fôlego para dar conta de tudo. A minha ambição é que os 11 milhões do Bolsa-Família estejam reduzidos à metade daqui a alguns anos.
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DIÁRIO – Como o senhor vê o papel do Grande ABC na economia solidária?
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SINGER – A economia solidária realmente existe no Brasil. Mas há lugares em que ela é muito densa e que lidera como exemplo ou pelo apoio. O Grande ABC é um deles. A região se distingue pelo papel da economia solidária com incubadoras e projetos.
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Fonte:
Diário OnLine
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