07h16min.
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Na tentativa de enfrentar o que já está sendo chamado de ‘apagão de mão-de-obra’, o Codefat (Conselho Deliberativo do Fundo de Amparo ao Trabalhador) – formado pelo Ministério do Trabalho, centrais sindicais e empresários – aprovou a aplicação de R$ 950 milhões do FAT em cursos de qualificação profissional de trabalhadores em 2008.
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É a maior verba para essa finalidade dos últimos cinco anos e deve ajudar a treinar 1,3 milhão de trabalhadores, segundo o presidente do Codefat, Ezequiel Nascimento. Em 2007, o orçamento dessa área é de apenas R$ 114 milhões.
É a maior verba para essa finalidade dos últimos cinco anos e deve ajudar a treinar 1,3 milhão de trabalhadores, segundo o presidente do Codefat, Ezequiel Nascimento. Em 2007, o orçamento dessa área é de apenas R$ 114 milhões.
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QUALIFICAÇÃO
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“A baixa qualificação é um problema que acaba repercutindo em mais gastos com os programas de seguro-desemprego, porque as pessoas não conseguem parar nos empregos, e de abono salarial, que é devido a quem ganha menos de dois salários mínimos”, resumiu.
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Para esses dois programas, serão destinados no ano que vem R$ 19 bilhões, uma despesa 10,5% superior à de 2007.
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A proposta de orçamento aprovado pelo Conselho para o FAT em 2008 será de R$ 32,8 bilhões, cerca de R$ 1 bilhão a mais que neste ano. Segundo dados do governo, a falta de qualificação da mão-de-obra tem levado a uma triste realidade: sobram vagas com carteira assinada num País com milhares de desempregados.
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SINE
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Em 2006, de 1,769 milhão de empregos oferecidos pelas empresas por meio dos postos do Sine (Sistema Nacional de Emprego), apenas 877 mil, foram preenchidos. De janeiro a maio deste ano, dos 809,6 mil postos identificados pelo Sine, 47% (383,8 mil) foram ocupados. “Estamos vivendo um apagão no mercado de trabalho”, disse Nascimento.
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E o problema se espalha por variadas categorias, não necessariamente de alta qualificação. Em 2006, das 42 mil vagas de operadores de telemarketing, apenas 8,6 mil foram ocupadas (21%), e de 37,6 mil ofertas para auxiliares de limpeza, somente 13,6 mil foram aproveitadas (36%).
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Apenas 6,5 mil pessoas conseguiram ser contratadas para as 21,2 mil ocupações de porteiro (31%) e 3,5 mil preencheram 29% das 12 mil vagas de garçom. Para o Codefat, ampliar os recursos para os cursos profissionalizantes vai ajudar, mas não resolver o problema. “O País terá que melhorar a educação básica e investir na qualidade dos cursos técnicos”, afirmou o presidente do Conselho de Relações de Trabalho da CNI, Dagoberto Lima Godoy.
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A falta de mão-de-obra qualificada no mercado de trabalho brasileiro também é um problema entre as profissões mais especializadas. Para resolvê-lo, as empresas têm buscado todo o tipo de solução, como financiar treinamentos, trazer à ativa profissionais aposentados e até importar estrangeiros.
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A Politec, empresa brasiliense que desenvolve soluções em TI (Tecnologia de Informação), optou por outra saída: a exportação dos empregos. Desde o final de 2006, quando firmou parceria com uma empresa de TI chinesa, a New Soft, a Politec se utiliza dos engenheiros chineses para concluir seus projetos quando não consegue rapidamente encontrar profissionais disponíveis no Brasil.
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ENCOMENDA
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Assim, por exemplo, um programa de segurança encomendado por um cliente americano ou europeu à Politec pode ser concebido e elaborado com a tecnologia brasileira, mas montado por mãos chinesas. “A Politec está percorrendo um caminho indesejado para atingir a sua meta de internacionalização e crescimento”, afirma o vice-presidente da empresa, Humberto Ribeiro.
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“Mas a parceria nos permite usar o maior número de talentos especializados que eles (chineses) dispõem”, completa.
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Segundo o executivo, a empresa também tem investido entre R$ 12 milhões e R$ 15 milhões por ano em treinamento de pessoal, mas trata-se de nível já avançado de especialização, que só beneficia aqueles profissionais que já têm curso básico em tecnologia da informação. Na avaliação de Ribeiro, se o Brasil quiser crescer na produção de softwares, terá de formar por ano pelo menos 100 mil engenheiros em tecnologia. Hoje, em média, são formados 35 mil.
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Fonte:
Diário OnLine
2 comentários:
Será a volta dos necessários milhões para quialificação de fato?
José André
Só quando investir de verdade na qualificação do trabalhador é que vamos poder ver o nosso país reduzir enormemente o alto índice de desemprego do qual é possuidor.
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