06h12min.
a
A hegemonia de um grupo que permanece no controle da Central Única dos Trabalhadores (CUT) desde a sua fundação, além de outras críticas, é o principal motivo da saída da Corrente Sindical Classista (CSC), impulsionada por militantes do PCdoB, da entidade. A ação, porém, não pretende rivalizar nem com a CUT, nem com outras centrais. "A Central Classista se concentrará num trabalho de base efetivo junto aos sindicatos", disse a Brasil de Fato Wagner Gomes, vice-presidente da CUT e liderança da CSC.
a
Os comunistas pretendem fundar uma nova central sindical e, com isso, dar maior visibilidade às suas idéias e difundi-las entre a base dos trabalhadores. Hoje, a CSC é a segunda maior força política dentro da CUT, a maior central do país.
a
"Queremos que a sociedade conheça nossas idéias. E isso não estava sendo possível dentro da CUT, e avaliamos que nem seria possível", revela Wagner Gomes, membro da CSC e vice-presidente nacional da CUT.
a
A decisão foi aprovada no Comitê Central do PCdoB, mas Wagner explica que a decisão partiu da base da CSC. "A decisão não foi do partido, mas da corrente, que também conta com militantes de outros grupos, como o PT", explica.
a
A nova central, que ainda não tem nome definido, deve manter uma relação de proximidade com a CUT. “Não seremos uma central de oposição à CUT, achamos que a ela ainda tem um papel importante a cumprir. Teremos uma relação de parceria prioritária com a CUT”, prevê Wagner Gomes.
a
Decisão sai no final do ano
a
A CSC realizará, em outubro, uma assembléia extraordinária para decidir sobre a saída da CUT. Se for aprovada, como é provável que aconteça, a nova central deve ter um congresso de fundação já em dezembro. Com isso, a corrente desocupará os seus cinco cargos na executiva nacional da CUT antes do prazo previsto – a última eleição da executiva foi em 2006 e o mandato é de 3 anos.
a
Segundo cálculos da corrente, a CSC tem militantes em cerca de 800 sindicatos, sendo que possui hegemonia em aproximadamente 400.
a
Pela recém-lançada lei que legaliza as centrais sindicais, a CSC conseguirá atingir os pré-requisitos de representatividade e se firmar enquanto central.
a
Questionado se a central encabeçada pela CSC seria maior que recém-fundada União Geral dos Trabalhadores (UGT, resultado da fusão entre três centrais), Wagner explica que a CSC não pretende fazer sindicalismo com números. “Não queremos ter muitos sindicatos só no cartório, vamos construir um sindicalismo com trabalho de base efetivo”.
a
Wagner Gomes afirma que sua corrente tem estabelecido diálogo com outras forças políticas do movimento sindical para tentar aglutinar o maior número de trabalhadores. O dirigente confirmou conversas com o PSB, com diversas federações de trabalhadores rurais e a Central Geral dos Trabalhadores Brasileiros (CGTB).
a
Histórico
a
A Articulação Sindical (Artsind), grupo ligado ao Campo Majoritário do PT, controla a CUT desde 1983, data da fundação. Os sindicalistas ligados ao PCdoB, à época, foram contra a decisão de fundar a CUT, acreditando que o movimento de fundação, protagonizado pelos petistas, vinha no sentido de dividir o movimento sindical. Após a fragmentação ocasionada pela repressão da ditadura militar, o movimento tinha conseguido uma unicidade na Conferência Nacional das Classes Trabalhadoras (Conclat), em 1981.
a
Na Conclat, deliberou-se a formação da Comissão Nacinal Pró-CUT, os militantes do PcdoB foram contra e passaram a atuar na Confederação Geral dos Trabalhadores (CGT), até 1991. Devido a opção clara desta central pelo “sindicalismo de resultados” e o respaldo político dado ao governo Fernando Collor - inclusive indicando o ministro do Trabalho, Rogério Magri - a CSC rompeu com a central e aderiu à CUT.
a
Um setor da CGT, aparelhada pelo governo Collor, sai da entidade e funda outra CGT, enquanto lideranças mais afinadas com a colaboração de classes fundam a Força Sindical. A principal liderança desse sindicalismo era Luiz Antonio de Medeiros, primeiro presidente da entidade e, atualmente, secretário de Relações de Trabalho do Ministério do Trabalho.
a
“Quando aderimos à CUT havia uma polarização no movimento sindical, entre a CUT e a Força Sindical. Resolvemos ir para o lado que estava mais comprometido com a luta dos trabalhadores, mas hoje o movimento sindical está pulverizado, com mais de cinco centrais. Então, resolvemos fundar a nossa própria central para nos expressar de forma melhor”, avalia Wagner Gomes.
a
a
"Queremos que a sociedade conheça nossas idéias. E isso não estava sendo possível dentro da CUT, e avaliamos que nem seria possível", revela Wagner Gomes, membro da CSC e vice-presidente nacional da CUT.
a
A decisão foi aprovada no Comitê Central do PCdoB, mas Wagner explica que a decisão partiu da base da CSC. "A decisão não foi do partido, mas da corrente, que também conta com militantes de outros grupos, como o PT", explica.
a
A nova central, que ainda não tem nome definido, deve manter uma relação de proximidade com a CUT. “Não seremos uma central de oposição à CUT, achamos que a ela ainda tem um papel importante a cumprir. Teremos uma relação de parceria prioritária com a CUT”, prevê Wagner Gomes.
a
Decisão sai no final do ano
a
A CSC realizará, em outubro, uma assembléia extraordinária para decidir sobre a saída da CUT. Se for aprovada, como é provável que aconteça, a nova central deve ter um congresso de fundação já em dezembro. Com isso, a corrente desocupará os seus cinco cargos na executiva nacional da CUT antes do prazo previsto – a última eleição da executiva foi em 2006 e o mandato é de 3 anos.
a
Segundo cálculos da corrente, a CSC tem militantes em cerca de 800 sindicatos, sendo que possui hegemonia em aproximadamente 400.
a
Pela recém-lançada lei que legaliza as centrais sindicais, a CSC conseguirá atingir os pré-requisitos de representatividade e se firmar enquanto central.
a
Questionado se a central encabeçada pela CSC seria maior que recém-fundada União Geral dos Trabalhadores (UGT, resultado da fusão entre três centrais), Wagner explica que a CSC não pretende fazer sindicalismo com números. “Não queremos ter muitos sindicatos só no cartório, vamos construir um sindicalismo com trabalho de base efetivo”.
a
Wagner Gomes afirma que sua corrente tem estabelecido diálogo com outras forças políticas do movimento sindical para tentar aglutinar o maior número de trabalhadores. O dirigente confirmou conversas com o PSB, com diversas federações de trabalhadores rurais e a Central Geral dos Trabalhadores Brasileiros (CGTB).
a
Histórico
a
A Articulação Sindical (Artsind), grupo ligado ao Campo Majoritário do PT, controla a CUT desde 1983, data da fundação. Os sindicalistas ligados ao PCdoB, à época, foram contra a decisão de fundar a CUT, acreditando que o movimento de fundação, protagonizado pelos petistas, vinha no sentido de dividir o movimento sindical. Após a fragmentação ocasionada pela repressão da ditadura militar, o movimento tinha conseguido uma unicidade na Conferência Nacional das Classes Trabalhadoras (Conclat), em 1981.
a
Na Conclat, deliberou-se a formação da Comissão Nacinal Pró-CUT, os militantes do PcdoB foram contra e passaram a atuar na Confederação Geral dos Trabalhadores (CGT), até 1991. Devido a opção clara desta central pelo “sindicalismo de resultados” e o respaldo político dado ao governo Fernando Collor - inclusive indicando o ministro do Trabalho, Rogério Magri - a CSC rompeu com a central e aderiu à CUT.
a
Um setor da CGT, aparelhada pelo governo Collor, sai da entidade e funda outra CGT, enquanto lideranças mais afinadas com a colaboração de classes fundam a Força Sindical. A principal liderança desse sindicalismo era Luiz Antonio de Medeiros, primeiro presidente da entidade e, atualmente, secretário de Relações de Trabalho do Ministério do Trabalho.
a
“Quando aderimos à CUT havia uma polarização no movimento sindical, entre a CUT e a Força Sindical. Resolvemos ir para o lado que estava mais comprometido com a luta dos trabalhadores, mas hoje o movimento sindical está pulverizado, com mais de cinco centrais. Então, resolvemos fundar a nossa própria central para nos expressar de forma melhor”, avalia Wagner Gomes.
a
Desde o início de sua história na CUT, a CSC teve uma posição mais próxima à direção da CUT do que outros setores, que acabaram saindo da central para se agrupar na Conlutas e na Intersindical. A CSC, por diversas vezes, compôs chapa com a Artsind e outros setores do PT.
a
Fonte:
Nenhum comentário:
Postar um comentário